Sistemas de gestão de consumos, tanques de inércia, captação de água subterrânea… Assim se cumpre a responsabilidade ambiental do MARL

A montagem de “tanques de inércia”, quatro no contexto, pode ser um pequeno exemplo, mas diz muito da atenção que o Mercado Abastecedor de Lisboa (MARL) dedica ao cumprimento das políticas de responsabilidade ambiental que identificam o Grupo SIMAB, em que se integra.

Instalados agora nos terraços técnicos dos pavilhões A01, A04, A06 e A08, numa empreitada da ordem dos 35 mil euros, estes depósitos com «um volume de água de cerca de 25% do volume da que circula no sistema fechado de produção de frio» que alimenta o MARL, mais não fazem do que «estabilizar a temperatura de retorno às unidades terminais e otimizar o funcionamento dos compressores», conforme se explica.

O objetivo estratégico pode, contudo, resumir-se: ao otimizar o funcionamento dos “chillers” (equipamentos produtores de frio), diminuindo o número de arranques, vai ser possível uma poupança de energia da ordem dos 15%.

«Obviamente, estamos a falar de um pequeno exemplo para este objetivo estratégico; aliás, além do referido, adquirimos um “chiller” novo, o que significa poupança energética», diz o CEO do Grupo SIMAB, Rui Paulo Figueiredo, invocando o grande plano de modernização do MARL, em curso, com a execução de múltiplas intervenções e instalação de novos equipamentos: «ora, neste âmbito, o máximo respeito com as nossas responsabilidades ambientais é um imperativo sempre presente».

Sistemas de gestão de consumos

É neste plano estratégico que se enquadra igualmente a instalação de sistemas de gestão de consumos de eletricidade, gás e água que o Mercado Abastecedor de Lisboa acaba de instalar, parte dos quais já em utilização.

O procedimento – a rondar os 100 mil euros – iniciou-se com um sistema de monitorização dos consumos de energia, através da colocação e parametrização de contadores parciais de energia, em todos os quadros gerais dos pavilhões, de forma a medir os consumos por tipologia de energia, ou seja, iluminação interior, exterior, de emergência e AVAC, bem como instalação dos respetivos concentradores.

O passo seguinte foi a ligação desses concentradores à rede de dados do MARL, através de equipamentos ativos de rede e ainda a aquisição de “software” de monitorização e gestão de consumos, o que permite aceder a toda a informação armazenada nesses concentradores.

Este “software” regista, igualmente, todos os dados de consumos de água resultantes dos contadores volumétricos, devidamente equipados com cabeça de impulsos, bem como os consumos de gás.

«Conforme consta do nosso plano estratégico, a implementação deste sistema de monitorização iniciou-se no MARL e vai estender-se aos mercados de Braga, Évora e Faro; tem por base componentes tecnológicas inovadoras, designadamente a monitorização inteligente da rede e dos consumos de água e energia (telemetria), e um “software” para diagnóstico de consumos, perdas de água, ineficiências energéticas, deteção de eventos anómalos e de apoio ao controlo operacional da rede de abastecimento», explica Rui Paulo Figueiredo.

Captação de água subterrânea

Em contexto de políticas de responsabilidade ambiental e tendo em conta que a limpeza do Pavilhão do Pescado do MARL consome grande quantidade de água de abastecimento, foi agora concluída, no topo norte deste espaço, a execução de um furo de captação de água subterrânea a 250 metros.

Este procedimento, da ordem dos 20 mil euros, deverá ser o primeiro de outros, tendo em vista «aproveitar a capacidade de extração própria, assim baixando os custos e reduzindo ao mínimo o uso de águas tratadas».

Neste âmbito, merece relevância o facto de, tendo em vista a correta separação dos resíduos sólidos, se ter procedido recentemente ao aumento do parque de contentores para RSU, através da aquisição de 200 unidades de 1100 litros, respeitando as cores adotadas pela sociedade “Ponto Verde” para deposição seletiva.

Tal como foi já tornado público, o MARL está a concluir o processo de substituição de toda a sua rede de iluminação do espaço público, abandonando a luz de “vapor de sódio” e fluorescente pela tecnologia “led – díodo emissor de luz”. A par da iluminação pública, o MARL desenvolve processo semelhante no interior de todos os espaços cobertos que compõem a maior plataforma logística e de distribuição agroalimentar do país.

Como justifica o CEO da SIMAB, este processo significa uma poupança anual estimada próxima dos 100 000 euros, ou seja, cerca de 770 Mwh/ano (770.000 Kwh).

2018-04-09T13:34:55+00:00